O observatório organiza, agrega e sistematiza informações estratégicas para o acompanhamento das políticas de saúde, projetos e ações. Além disso, possibilita o monitoramento das áreas, subsidiando a tomada de decisão nas três esferas de governo (federal, estadual e municipal) e no desenvolvimento de processos de controle social, fornecendo dados à sociedade civil.
Entre as informações disponíveis estão indicadores epidemiológicos, georeferenciamento de dados das unidades de saúde e sistemas de abastecimento. Com os dados, será possível produzir mapas de localização das unidades de saúde, direcionar trajetos de deslocamento das equipes de saúde e montar banco de dados de pesquisas produzidas na Amazônia Legal na área de saúde.
O portal permite, ainda, a realização de teleconferências, oferece informações sobre a Amazônia Legal e dispõe de salas de bate-papo para troca de informações. É possível também utilizar o banco de dados dos mapas cartográficos e de georeferenciamento, bem como acessar relatórios de seminários e encontros na área de saúde realizados na região, e a biblioteca, onde estão disponíveis teses e livros com dados sobre a região.
Segundo o diretor do Departamento de Saúde Indígena (Desai) da Funasa, Alexandre Padilha, a criação do observatório garante a circulação de informações em uma região de difícil acesso como a Amazônia Legal.
O observatório é uma das ações definidas no Plano de Saúde da Amazônia Legal, lançado pelo Ministério da Saúde em 2003. O plano busca articular ações do ministério para a Amazônia brasileira em seis eixos: acesso aos serviços de saúde; saúde indígena e populações em situação de vulnerabilidade, como quilombolas, assentados e populações ribeirinhas; qualificação da gestão descentralizada; adaptação das modalidades de atenção à saúde à realidade da Amazônia; produção de ciência e tecnologia em saúde; e vigilância em saúde.
Fonte: Ministério da Saúde
12/07/2005