arquivo-noticias - Unimed Goiânia

Anvisa fecha laboratório clandestino no DF






Durante a inspeção à fábrica clandestina foi constatado que no local eram fabricados medicamentos sem registro. A fabricação desses produtos, incluindo os fitoterápicos, sem autorização da Anvisa é crime hediondo. Por este motivo a polícia civil do DF também participou da ação e está investigando o caso.

As condições de higiene no local eram inadequadas. A empresa funcionava de maneira totalmente irregular, num galpão localizado em uma área residencial. As ervas utilizadas para o preparo eram armazenadas sem garantia de conservação. Depois de preparadas, as substâncias eram vendidas em garrafas de cerveja compradas de empresas de reciclagem e de catadores de rua.

No local foram encontrados 6.350 frascos. A média de produção diária da empresa era de 800 garrafas. Os técnicos que participaram da ação também se surpreenderam com a presença de uma máquina encapsuladora, uma indicação de que a empresa tinha a intenção de começar a vender medicamentos clandestinos em cápsulas.

A inspeção da Anvisa partiu de uma denúncia de um consumidor. O trabalho foi feito com o auxílio da Vigilância Sanitária do Distrito Federal. Durante a blitz foram visitados três endereços suspeitos, em dois formam encontrados produtos irregulares. Segundo o gerente da Anvisa, José Augusto, existe a possibilidade de que a fábrica caseira enviasse as garrafas com os preparados para outros estados. A suspeita se baseia na descoberta de uma encomenda da empresa para a cidade de Mossoró (RN).

A Anvisa alerta a população para não consumir as tais ¿garrafadas¿, que são os remédios naturais preparados a partir de plantas e vendidos em vasilhas reutilizadas. Esses produtos não oferecem nenhuma segurança à saúde do cidadão.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
26/08/2005

${loading}