Cinqüenta e três pacientes serão beneficiados, 70% homens com idade entre 45 e 60 anos e 30% mulheres, com idade entre 50 e 70 anos. As patologias tratadas serão artrose e necrose do quadril e joelho. Dez médicos, três anestesistas, um enfermeiro, três auxiliares de enfermagem e três residentes serão os responsáveis pelo mutirão.
O principal critério de seleção dos pacientes será o tempo de espera e gravidade do caso. A Fundação Hospital Adriano Jorge fica na Avenida Carvalho Leal, 1778, Cachoeirinha, em Manaus.
Atualmente, em todo o Amazonas, 470 pessoas aguardam por atendimento especializado em ortopedia. Dessas, 150, aproximadamente, estão na fila para fazer cirurgia de prótese ou revisão de prótese de quadril. Com o mutirão, o governo do Amazonas tenta evitar os transtornos sociais gerados pelo Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Graças à iniciativa, os pacientes não precisam sair de seu estado para serem avaliados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, representando comodidade e facilidade para o próprio paciente, que não precisa se privar do convívio com a família. Isso significa também economia para os cofres públicos, já que cada paciente transferido de seu estado nessas condições pode ocupar até nove assentos em um avião?, destaca o diretor geral do Into, Sérgio Côrtes.
Descentralização - O mutirão é resultado de um convênio firmado em agosto entre o Governo do Amazonas, o Into e o Ministério da Saúde. Pelo convênio, a Fundação Hospital Adriano Jorge também vai desenvolver cirurgias de alta complexidade relacionadas à coluna, antebraço, punho e mão, perna, joelho, tornozelo, pé, ortopedia infantil e até transplantes. A fundação realiza, mensalmente, 110 cirurgias ortopédicas, sendo 80% delas de média complexidade.
Desde a sua criação, em 2003, o Projeto Suporte beneficiou 242 pacientes do Norte do país. Em maio de 2003, foi assinado o primeiro convênio do projeto, entre o Ministério da Saúde, o Into e o Governo do Acre. Na ocasião, foi feito um mutirão com 17 cirurgias, sendo 16 de quadril, incluindo o primeiro transplante ósseo de quadril da região Norte. O estado do Acre sediou outras cinco edições.
Atualmente, o Projeto Suporte tem convênio com os estados de Rondônia, Acre, Tocantins e com os municípios de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e Montes Claros, em Minas Gerais. Há previsão para assinaturas de convênios ainda este ano com o Maranhão, Roraima, Amapá, Bahia e Rio Grande do Norte.
Fonte: Ministério da Saúde
16/09/2005