De 2002 a 2005, foram feitos cerca de 60 mil exames cardiológicos em mulheres, da faixa etária entre 30 e 80 anos.
Em 2002, foram realizados 6600 exames de ecocardiograma. Já, em 2005, este número obteve uma alta de cerca de 70%. Os testes ergométricos simples cresceram mais de 100%, totalizando cerca de 23 mil exames num período de 4 anos. O número de tomografias saltou de 447, em 2002, para 612 em 2005.
Por outro lado, houve uma queda de cerca de 10% no número de cirurgias cardíacas em 2005 em relação ao ano anterior. "Esse cenário é resultado da utilização da angioplastia, na hemodinâmica, como uma alternativa ao tratamento cirúrgico, técnica que vem sendo aplicada com bastante freqüência", afirma Dr. César Jardim, cardiologista do HCor - Hospital do Coração. Do ano 2000 ao período atual, cerca de 22% das cirurgias foram realizadas em mulheres com o objetivo de corrigir a insuficiência coronariana.
Dr. Jardim ressalta ainda que "a melhor forma de se prevenir de doenças cardíacas é a conjugação da prática de exercícios físicos, hábitos alimentares saudáveis, o controle das taxas de colesterol e triglicérides e a realização de exames regularmente".
Cresce a mortalidade
Em cinqüenta anos, a força de trabalho feminina aumentou cerca de oito vezes. Hoje, mais de 40% das mulheres atuam no mercado de trabalho. Embora a mulher tenha conquistado liberdade e independência profissional e financeira, o ingresso da mulher no mercado de trabalho não trouxe somente vantagens ao público feminino.
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), na cidade de São Paulo, em 1970, a relação de mortalidade por doença arterial coronária entre homens e mulheres era de dez homens para cada mulher. Em 2002, a proporção já era de 2,45 casos masculinos para cada feminino. Estresse, tabagismo, obesidade, diabetes, altas taxas de colesterol e triglicérides aliados ao sedentarismo são os principais responsáveis pelo aumento desses números.
Fonte: Sociedade Brasileira de Hipertensão
08/03/2006