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Mais da metade das pessoas vivendo com hiv/aids no japão são mulheres, informa UNAIDS






No ano de 2005, a UNAIDS estimou que houve 1.400 mortes por complicações decorrentes do vírus HIV. Segundo relatório apresentado pela organização não governamental Japan Center for International Exchange (JCIE), realizado em 2004, o interesse da população pelo HIV/Aids ainda é baixo.

Ainda em referência aos dados do UNAIDS, em 2002 foram registrados mais casos de infecção do vírus HIV por modo heterossexual (2.192 casos) do que homossexual (1.770). Assim como a epidemia mundial, cerca de 35% das pessoas com o vírus estão na faixa etária de 15 a 29 anos.

Entretanto, o relatório do JCIE adverte que os HSH (homens que fazem sexo com homens) não têm cuidados de prevenção adequados, pois há pouca tolerância da sociedade com essa população.

Para o ativista José Araújo Lima Filho, que ajudou a fundar um grupo de apoio aos brasileiros com HIV/AIDS no Japão, os dados do UNAIDS são contestáveis. ¿Nesses números não constam os hemofílicos, que apesar de serem vítimas da epidemia não são inclusos nos boletins epidemiológicos do país¿, comenta.

Lima Filho critica também a subnotificação e falta de teste na maioria das províncias do Japão. ¿Não podemos confiar muito nestes dados¿, completa.

A população do Japão está em torno de 127 milhões, sendo esta muito homogênea, ou seja, quase toda composta por japoneses. Há ainda minorias de imigrantes coreanos (1 milhão), chineses (500 mil), filipinos (500 mil), brasileiros (250 mil), entre outros. A maioria dos brasileiros residentes no Japão é nikkei (descendentes de japoneses) que estão vivendo e trabalhando no Japão e são conhecidos como dekasseguis. O Brasil é o país que tem a maior colônia de japoneses e descendentes fora do Japão.

Fonte: Redação da Agência de Notícias da Aids
22/06/2006

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