Estudos anteriores em animais mostraram que se a mãe estiver estressada durante a gravidez, há mudanças no longo-prazo no desenvolvimento neurológico do filho, que expressa crescente ansiedade e menor capacidade para atenção.
Dados recolhidos por novos estudos independentes mostram efeitos semelhantes em seres humanos. Se a mulher está ansiosa ou estressada durante a gestação, seu filho terá uma probabilidade muito maior de desenvolver problemas emocionais, de comportamento ou de aprendizado.
Algumas pesquisas mostram que há um risco maior de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (ADHD, em inglês), ansiedade, e atraso no uso de linguagem em filhos de mulheres estressadas durante a gestação.
A ansiedade na gravidez parece ter maior impacto sobre o bebê do que a depressão pré-natal.
Mas o Imperial College destaca que essas conseqüências para a criança não estão ligadas a estresse, depressão ou ansiedade da mãe depois do parto.
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Hormônio As causas do impacto do estresse da mãe na gravidez sobre a criança não são totalmente compreendidas pelos pesquisadores, mas as evidências indicam que um dos fatores pode ser o aumento dos níveis do hormônio do estresse - cortisol. Há uma forte associação entre estresse e os níveis de cortisol tanto no sangue da mãe quanto em seu líquido amniótico, que envolve o bebê. Recentemente, foi encontrada uma ligação entre os níveis de cortisol em líquido amniótico e o índice de desenvolvimento mental da criança. Quanto maior a concentração de cortisol, mais baixo o índice. Há uma hipótese de que a função evolutiva da programação do feto é preparar a criança para um ambiente específico, em que ela se encontrará ao nascer. |
Características como estado de vigilância exaltada, maior reatividade ao medo, ou atenção que muda rapidamente de uma coisa para outra podem ter sido parte da adaptabilidade a um estressante ambiente pré-histórico, mas não são eficazes para a convivência em um ambiente como o da sociedade moderna.
Fonte: BBC