A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou no dia 14 de outubro no Diário Oficial da União, as Resoluções Operacionais nº 321 e 322, instaurando os regimes de Direção Fiscal e Técnica na Aliança Cooperativista Nacional Unimed. A medida é decorrente da constatação de ¿anormalidades econômico-financeiras e administrativas graves¿, que colocam em risco a continuidade do atendimento aos clientes da operadora.
A ANS indicou João Bosco Muffato para diretor-fiscal, e Gertrudes Cleide Mendes Rocha para exercer a função de diretora-técnica da Aliança.
Contribuição
Há mais de um mês, a Unimed do Brasil vinha tentando contribuir com a direção da Aliança na busca de alternativas para evitar a descontinuidade de atendimento aos seus clientes.
¿Passamos as últimas semanas muito preocupados com essa situação, inclusive com técnicos da Unimed do Brasil envolvidos na análise dos números e da estrutura operacional da Aliança. Esses estudos foram levados a ANS, em decisão conjunta com o presidente José Abel Ximenes, e as evidentes dificuldades determinaram a decisão da agência¿, explica o presidente da Unimed do Brasil, Celso Barros.
Operando com contratos empresariais, em sua maioria de adesão, a Aliança tem clientes em todo o país, o que implica em forte intercâmbio com as cooperativas ligadas à Unimed do Brasil. Algumas delas já se ressentem da falta de pagamento dos atendimentos realizados, e estão sendo inclusive obrigadas, por força de liminares, a manter o atendimento mesmo sem garantia de receber por eles.
¿Nossa expectativa é que essa situação seja resolvida o mais rapidamente possível, e que a Aliança e suas filiadas, que são as responsáveis diretas pela operação daqueles contratos, encontrem uma fórmula para sanar as dificuldades e reduzir ao máximo os inevitáveis prejuízos provocados aos seus clientes e ao Sistema¿, salienta Celso Barros.
A Unimed do Brasil estuda, com o apoio da ANS, assinar novos contratos com os clientes da Aliança Cooperativista, assumindo a operação de assistência médica. A dívida de intercâmbio com as Unimeds vinculadas a Unimed do Brasil está por volta de R$ 50 milhões.
¿A periodicidade da inadimplência no pagamento do intercâmbio patrocinada pela Aliança Cooperativista, assim como às suas filiadas Unimed Brasília e Confederação das Unimeds Centro-Oeste e Tocantins, com a Unimed Goiânia e outras co-irmãs da Unimed do Brasil era visto por nós como um indicativo de que a intervenção ocorreria mais dia ou menos dia¿, pontuou Dr. Sizenando da Silva Campos Jr., lembrando que a Cooperativa suspendeu o atendimento aos usuários da Aliança desde a semana passada.
¿Além da Unimed Goiânia, outras singulares do Sistema Unimed do Brasil também suspenderam o atendimento aos clientes da Aliança Cooperativista, cuja direção prioriza pagar seus débitos com os bancos em detrimento do repasse do intercâmbio¿, informa Dr. Ary Monteiro do Espírito Santo, diretor Econômico-Financeiro da Unimed Goiânia, ao destacar que, em casos como esse, a legislação prevê a indisponibilidade dos bens dos dirigentes da operadora até que a situação financeira da mesma seja superada.
Fonte: Confidencial informativo da Unimed do Brasil